José Patrocínio do Espírito Santo Neto, nascido em 24 de novembro de 1977, no Rio de Janeiro. Filho do capixaba Sr. Janô e de Dona Alaíde.


Carioca de Vila Isabel, nascido e criado em Realengo, teve passagens por muitos lugares no Rio de Janeiro, mas principalmente em Jacarepaguá.

Pedra do Osso – Realengo, conhecida pelos amantes das trilhas.


José Neto, é serralheiro e vidraceiro profissional, além de outros atributos dentro dessas áreas. Marido, pai e avô, tenta trazer inclusive o legado de família ensinado por seus pais.


Desde suas primeiras passagens pelo candomblé, sabia do “grau sacerdotal” que deveria receber, mas para tal ele deveria ser iniciado, contudo sempre havia um problema.


Na primeira casa de djedje ao qual lhe foi apresentado algumas situações sobre espiritualidade, o mesmo debochou, mas cumpriu as tarefas.


Começa daí, o primeiro contato com as entidades de Umbanda, que já vinham começando um trabalho para que acontecesse a iniciação do jovem Neto ao Candomblé.


E com o falecimento do Sr. Nilton de Oxum, sentiu-se desconfortável dentro do axé, e por uma série de questões ele resolveu cair no mundo novamente, pois era o Sr. Nilton que lhe dava direcionamento e ensinamentos sobre sua nova vida espiritual.


Conheceu então o Sr. Robson da Conceição, e com ele conversava abertamente sem expor as suas questões religiosas.


Numa dessas conversas, Neto fala da sua necessidade em se cuidar espiritualmente de maneira totalmente despretensiosa, e Robson, que até então não havia falado sobre sacerdócio, convida-o até sua casa.


Neto aceitou o convite e passado algum tempo, Neto é iniciado na nação Djedje.

Gu
Dan
Sakpatá

E a partir das mãos de Robson, recebe o título por hierarquia de Dofono T’ogun. Muitas coisas acontecem na vida de Neto, inclusive o afastamento do axé por despreparo e imaturidade.

E mesmo com todas as suas particularidades resolvidas, mas com um “vazio enorme” dentro de si, ele decide voltar ao axé, onde é muito bem recebido e decide dar prosseguimento à sua vida espiritual e consequentemente a sua vida sacerdotal.


Conhece pessoas, busca informações, presencia histórias e situações, Neto vivencia isso todos os dias.

Junto ao seu zelador conhece pessoas que lhe agraciam com conhecimento e reconhecimento por suas buscas e conclusões.

Neto em seu Ilê


Mais do que qualquer tipo de reconhecimento externo ou premiação, o maior benefício que Ogunsí (aquele que pertence a Ogun), título que é dado aos devotos a Ogun dentro do Candomblé djedje e que foi assimilado por Neto pela sua forma de ver é cultuar aquele que lhe deu o caminho necessário para chegar até este momento.

Edição: Carolini Brum

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Matriz Africana

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