Douglas, nascido dia 07/05/1991, em Alcântara, São Gonçalo. Veio de uma família que era adepta as religiões de matriz africana. Embora nenhum membro fosse iniciado, sempre iam a casas de candomblé e umbanda.

Com um ano e meio de idade, o pai biológico de Douglas foi assassinado na sua frente, nem uma tentativa de assalto em sua casa. Desde então a criança passou a ter problemas espirituais e de saúde. Foi quando ele tomou seu primeiro bori, em uma casa de Angola.

Com 3 anos, Douglas foi suspenso por Iansã, em um ilê onde sua família estava visitando.

Com 4 anos, em outro Ilê axé, a mesma Iansã, em outro médium, suspendeu Douglas e no mesmo ano, após seu aniversario, tendo então 5 anos, ele se iniciou para o orixá Enrilê e foi confirmado por Iansã.

Quando Douglas completou 10 anos, seu zelador, José Hernâni de Iansã, veio a falecer, vítima de doenças oportunistas causadas pelo HIV.

Doté Hernâni deixou saudade, pois com seu jeito irreverente, digno de um homem de iansã, cativava a todos por onde passava, com suas histórias e alegria, que mesmo tomado pela doença, nunca deixou sua essência se perder.

Após a morte de seu zelador, Douglas passou por várias casas, acompanhando seus familiares, mas não ficaram em nenhuma pois ocorreram vários casos, inclusive abusos sexuais com a criança, onde a família ficou um pouco desmotivada com a religião.

Com 19 anos, Douglas levou um tiro a queima roupa, após a parada gay de Copacabana, na praça Garota de Ipanema, motivado pela homofobia de um um sargento do exército que estava em exercício de função.

Esse fato foi um verdadeiro divisor de águas na vida do jovem. Douglas foi acolhido por vários movimentos sociais/ONGs que deram apoio e ensinaram a ele o que é militância e empatia, lutando não só pelos seus direitos, como pelo dos que não podem se defender.

Douglas vivia nas trevas e não sabia. A venda foi retirada de seus olhos e ele pode ver com clareza o quanto o mundo precisava mudar.

Começou a trabalhar na superintendência da secretaria de direitos humanos do estado do Rio de Janeiro, onde atendia a vítimas de LGBTfobia, intolerância religiosa e racismo.

Em 2018, Douglas criou um grupo de WhatsApp chamado Matriz Africana, em uma brincadeira, para unir pessoas da religião. Mas essa brincadeira foi tomando corpo onde foi criado o Instagram, página e um grupo de debate no Facebook.

A ideia da Rede surgiu através de uma gama de problemas internos e externos que Douglas passou a observar através da interatividade dos participantes do grupo. Problemas como a desunião dos adeptos, o preconceito que sofremos de fora e as vezes, até dentro do culto, entre nações, vertentes religiosas de matriz africana, LGBTfobia, em especial a transfobia. Foi então que a Rede Matriz Africana nasceu.

Douglas estabeleceu um sistema de hierarquias e gerências, onde foi possível, com o apoio de vários voluntários a causa, começarmos a crescer. Desde então não paramos mais.

Hoje somos 20 grupos de WhatsApp com lotação máxima, página com mais de 16 mil seguidores, Instagram com 8 mil seguidores, grupo de debates com mais de 6 mil participantes, grupo de classificados, portal, rádio e em breve, aplicativo.

(Link com direcionamento para todas as nossas plataformas digitais: https://linktr.ee/matrizafricana1)

Devido a pandemia e o fato de muitos de nossos seguidores estarem passando por dificuldade financeira, depressão, entre outros problemas, Douglas criou 4 novos projetos para gerar renda, apoiar psicologicamente pessoas que sofrem com depressão, dependência química e violência doméstica, ajudar os pequenos empreendedores e direcionar ou ajudar com doações. Tudo com o auxílio de parcerias entre pessoas do meio que acreditam em um mundo melhor para todos.

Agora estamos com 2 novos projetos, que são a estamparia e a joalheiria que tem como finalidade, fazer a Rede se capitalizar, para que possamos abrir uma sede física da Rede e gerar renda para nossos usuários, através de plataformas de venda, onde eles só terão o trabalho de rodar os links que serão gerados para eles, após a sua afiliação e venda, recebendo a comissão em sua conta, sem burocracias.

O projeto de nossa sede é de capacitar os adeptos de nossa religião que vivem em vulnerabilidade social, com aulas de corte e costura, estamparia, joalheiria, capoeira, etiquetas de axé, atabaque, culinárias de axé, entre outras coisas, que assim que capacitados, poderão trabalhar conosco, fazendo nossa rede crescer, abraçando cada dia mais o nosso povo. Claro, sem deixar de trabalhar a militância e as causas abraçadas pela Rede.

Ainda temos muita estrada pela frente, e no decorrer de nossas conquistas, vamos atualizando aqui.

Entrem no link a seguir, https://linktr.ee/douglasvicentt , e vejam todos os projetos que Douglas é envolvido.

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Matriz Africana

Movimento político de união e acolhimento "Matriz Africana", que visa agregar, unir, acolher, conectar e informar a todos os adeptos de religiões de Matriz Africana de forma que se possa empoderar, garantir direitos e proteger a liberdade de culto e os povos de axé. Aqui se troca conhecimento, informação e apoio.