Há alguns dias, um vídeo com um homem recém iniciado no Candomblé, religião de Matriz Africana tem se tornado tema de discussões em centenas de grupos espalhados pelas redes sociais.

Ao que parece, o “protagonista” da filmagem, foi registrado durante a realização de ato sexual com outro homem. Tudo não passaria de mais um registro intimo e invasivo, não fosse o fato de que na filmagem, o rapaz está usando um colar sacralizado e de grande simbologia dentro da iniciação e dos ciclos obrigacionais no candomblé, um “kelê”.

O registro criou grande comoção nas redes sociais, já que adeptos religiosos se sentiram ultrajados com o registro da relação, utilizando um instrumento de simbologia tão sagrada. A repercussão foi tanta, que adeptos de casas tradicionais não se eximiram em se posicionar.

Em resposta ao ocorrido, dezenas de publicações e vídeos do sacerdote que iniciou o rapaz foram gravados, mas ao invés de apaziguar os ânimos, geraram maior repercussão, com criticas ferrenhas ao terreiro de iniciação e posicionamento dos mais antigos, pertencentes ao axé.

O rapaz, protagonista nas filmagens, não se exime do ocorrido e tem respondido agressiva e ofensivamente as críticas nas redes sociais.

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Matriz Africana

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