Na retomada dos enredos culturais dos anos 1990, a Grande Rio promete um grande desfile misturando a temática afro, religiosa e ao mesmo tempo falando de sua própria terra. Não se pode esquecer que o líder religioso Joãozinho da Gomeia estabeleceu um terreiro em Duque de Caxias valorizando a cultura e as religiões de matriz africana. O samba vencedor para 2020 ficou a cargo dos compositores Derê, Robson Moratelli, Rafael Ribeiro e Toni Vietnã.

“Achei o enredo maravilhoso pois Joãozinho da Gomeia se tornou filho desse chão por adoção e levou a cultura, o axé para várias pessoas”, disse Robson Moratelli.

A parte mais comemorada pela parceria é a que faz um pedido pelo fim da intolerância religiosa ressaltando a diversidade de crenças presentes no Brasil: “Pelo amor de Deus, pelo amor que há na fé, eu respeito o seu amém, você respeita o meu axé”.

“A parte que mais curtimos foi o refrão principal pois damos um salve para o candomblé e mandamos uma mensagem ao mundo pedindo mais tolerância religiosa, respeito e harmonia entre as religiões respeito com a fé do próximo”, conta Robson Moratelli.

Robson também revelou que os compositores tiveram um cuidado para falar sobre Joãozinho de uma forma mais lírica, não tanto histórica e narrativa.

“O processo de confecção foi da seguinte forma: procuramos contar a história do Joãozinho da Gomeia de uma forma mais poética e não muito descritiva. Também tivemos o cuidado em não colocarmos demasiadamente palavras em yorubá para não dificultar o canto”.

Fonte: Portal Carnavalesco

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Matriz Africana

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