Os terreiros das religiões afro-brasileiras, como candomblé e umbanda, também entram no circuito de turismo religioso da Bahia. Os centros mais conhecidos ficam nas cidades do recôncavo baiano, onde a cultura trazida por africanos escravizados influenciou nas manifestações da região.

O terreiro Lobanekun foi fundado em 1914 e fica no povoado de Terra Vermelha. Um dos mais antigos terreiros de Cachoeira, ele é liderado pela ialorixá Mãe Lúcia Barreto.

O Lobanekun é identificado como das nações Nagô e Congo, e faz culto tanto aos orixás quanto aos caboclos. As festas do terreiro acontecem sempre em junho, julho, agosto e dezembro.

Assim como o Lobanekun, o terreiro Aganjú Didê também fica na localidade de Terra Vermelha, em Cachoeira. A casa de santo foi fundada em 1916.

Tendo como patrono Xangô, o Aganjú Didê é um terreiro da nação Nagô, além de ser um dos ícones de resistência à intolerância religiosa da história de Cachoeira. Suas festas acontecem nos meses de julho, agosto, setembro e dezembro.

O terreiro Inzo Incossi Mukumbi Dendezeiro foi fundado na década de 1960, pela Mameto Nilta Dias, e fica em Cachoeira, na localidade de Sapé, próximo a Capueruçu. Hoje, quem está à frente do centro religioso é Estelito Reis, filho da Mameto.

Patronado pela entidade guerreira Inkisse Hoximucumbe, pelo senhor da terra Cavungo e pelo Caboclo Sultão das Matas, o Incossi é um terreiro de nação Angola. O calendário de festas é nos meses de janeiro, julho e dezembro.

FONTE: PORTAL G1

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Matriz Africana

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